Grande Curitiba

Auxílio alimentar já beneficiou 17 mil famílias em vulnerabilidade social

13 de maio de 2021 às 15:07
(Foto: Ricardo Marajó/SMCS)

COM ASSESSORIAS – Desde o lançamento do auxílio alimentar de Curitiba, no dia 13 de abril, 17.076 famílias retiraram o benefício que dá direito a um valor mensal de R$ 70 para compras nos Armazéns da Família. Há um mês, equipes dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) da Prefeitura mantêm a mobilização para informar as 35 mil famílias que vivem em extrema vulnerabilidade social na cidade e que podem receber o auxílio.

O trabalho é feito por ligações telefônicas, visitas dos técnicos às residências e disparos de mensagem de texto para os números indicados pelos beneficiados no Cadastro Único, sistema de governo federal que identifica as famílias de baixa renda. Os produtos dos Armazéns da Família custam em média 30% menos que no varejo.

Há um ano e dois meses em Curitiba, a venezuelana Gabriela Isabel Larios de Bravo, 33 anos, recebeu em abril a primeira parcela do auxílio emergencial que será oferecido, inicialmente, por três meses, podendo ser estendido por mais 90 dias. Ela ficou sabendo do recurso pela equipe do Cras Boqueirão, onde é atendida desde que chegou ao Brasil.

“É uma grande ajuda, principalmente agora em que estamos passando pelo momento mais complicado, desde que chegamos aqui”, explicou Gabriela, que mora com o marido e dois filhos, de 6 e 10 anos, no Boqueirão. Desempregado, o casal vive com o valor que recebe do Bolsa Família e com o subsídio alimentar oferecido pela Prefeitura.

A família veio para Curitiba acompanhando a irmã de Gabriela, Karilin, doente renal que buscava tratamento médico e que há quatro meses foi submetida a um transplante.

Com uma diferente cultura, Gabriela disse que prefere receber o crédito alimentar à cesta básica. “Assim posso escolher os alimentos que usamos nas comidas que estamos acostumados”, comentou.

Sem emprego com carteira assinada desde 2016, Rosimeri Albino, 42 anos, há anos recorre ao Cras Fazendinha para garantir o alimento dela e dois filhos, de 12 e 20 anos. O dinheiro que recebe de bicos que faz como diarista e coletora de materiais recicláveis ela usa para pagar as contas de luz e água e comprar gás de cozinha.

“Esse auxílio ajuda muito na hora de comprar alimentos e material de limpeza, que também é importante na casa”, comentou.

Mãe de quatro filhos, sendo dois deles gêmeos de 3 meses, a dona de casa Greice Kelli Moraes Leite, 33 anos, está aguardando a liberação da segunda parcela do auxílio emergencial para comprar principalmente latas do leite em pó usado pelos bebês.

“Com a primeira parcela eu comprei misturas, iogurte e bolacha para meus outros dois filhos. Como não estou mais amamentando os gêmeos, vou precisar aumentar a quantidade de leite em pó”, contou.

Ação conjunta

O auxílio alimentar da Prefeitura é uma ação conjunta da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), da Fundação de Ação Social (FAS) e da Secretaria Municipal de Finanças.

O recurso só pode ser usado pelos beneficiários para adquirir produtos nos 34 Armazéns da Família administrados pela SMSAN.

De acordo com o secretário de Segurança Alimentar e Nutricional, Luiz Gusi, o auxílio alimentar visa diminuir o impacto que a pandemia trouxe na renda das famílias e como conseqüência a falta de alimento para as pessoas em vulnerabilidade.00

O presidente da FAS, Fabiano Vilaruel, explica que desde o lançamento do programa, as equipes dos 39 Cras existentes em Curitiba trabalham para informar as famílias e fazer com que elas acessem o benefício rapidamente.

Cadastro Único

Famílias que ainda não estão inscritas no CadÚnico ou estão com dados defasados no sistema, mas precisam do auxilio alimentar, devem procurar o Cras da sua região para se inscrever ou atualizar o cadastro. Os endereços estão neste link.

Além disso, pelo telefone da Central de Cadastro dos Armazéns da Família, no (41) 3350-3890 também é possível obter informações sobre o auxílio e se o cidadão tem direito ao benefício.