Grande Curitiba

Capacete de segurança é item fundamental para a saúde do trabalhador

Item obrigatório, empregadores devem fornecer e empregado utilizar sempre; Secretaria de Saúde de Pinhais monitora casos e atua na prevenção de acidentes
4 de abril de 2022 às 17:39
(Foto ilustrativa)

COM ASSESSORIAS – A Secretaria Municipal de Saúde de Pinhais, por meio da Seção de Saúde do Trabalhador, reforça a importância do uso do capacete no ambiente de trabalho. O item é parte dos Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva (EPI e EPC) e, portanto, é imprescindível para prevenir acidentes, nas mais diversas áreas laborais.

A obrigatoriedade do uso de EPIs e EPCs é disciplinada pela Norma Regulamentadora (NR) nº 06 – aprovada pela Portaria do Ministério do Trabalho nº 3.214/1978, com redação dada pela Portaria nº 25/2001 do MTE. Os principais benefícios que o EPI e o EPC trazem são justamente a garantia e a promoção da saúde dos colaboradores. Além disso, há a proteção e a diminuição de riscos ocupacionais.

Distribuição gratuita

De acordo com a Norma Regulamentadora nº 06, que trata das obrigações do empregador quanto ao uso dos EPIs e EPCs, as empresas devem fornecer os equipamentos de proteção de forma gratuita, em perfeito estado de funcionamento e conservação, além de garantirem a substituição dos itens sempre que estes forem danificados, perdidos ou ultrapassarem seus prazos de validade. Devem ainda conscientizar os trabalhadores sobre a importância do uso dos itens, bem como fiscalizar para verificar se o uso está sendo feito de forma adequada.

O empregado também tem suas obrigações, sendo as principais delas relacionadas à utilização dos equipamentos apenas para a finalidade a que eles se destinam, assim como à guarda e conservação dos mesmos. E quando um equipamento já não oferecer condições de uso, devem comunicar imediatamente aos empregadores, para que seja providenciada a imediata substituição.

Capacete

Em ambientes laborais em que o capacete de segurança deve ser adotado, o acidente de trabalho mais comum é o ferimento causado pela queda de objetos; seguido do impacto da cabeça em objetos estáticos como ferragens, tubulações, máquinas e superfícies irregulares. Também podem ocorrer respingos de produtos químicos, corrosivos, e de líquidos aquecidos. Assim como choques elétricos em áreas com fiações expostas, trabalhos em redes elétricas e serviços de manutenção.

Dessa forma, o uso do EPI protege a saúde dos colaboradores de diversos danos, como fissura de crânio, perda de consciência, deficiência temporária ou permanente, lesões cerebrais, hemorragias, queimaduras e alergias.

O trabalhador deve fazer uma inspeção visual em todas as partes do capacete sempre antes de utilizá-lo, verificando a existência de fissuras, riscos, rachaduras, ressecamentos, deformações, manchas, entre outras fragilidades. Caso o produto esteja danificado é necessário que seja inutilizado e substituído. O capacete também precisa ser trocado após algum impacto ou penetração de objeto, mesmo que ainda apresente boas condições.

A utilização de peças de outros fabricantes em substituição a uma peça avariada é outra má prática que compromete a segurança dos trabalhadores e é proibida, de acordo com a Norma Brasileira nº 8221. Assim como o uso de EPIs conjugados, como protetores auditivos, que não sejam do mesmo fabricante do capacete de segurança. Deve ser utilizado somente o conjunto testado e aprovado que consta no Certificado de Aprovação do produto.

A higienização de forma inadequada também precisa ser evitada, uma vez que o uso de solventes, por exemplo, diminui a vida útil do capacete de segurança. Observando-se as diretrizes do fabricante, a limpeza deve ser realizada com frequência.

A validade do EPI é de cinco anos para o casco, suspensão e jugular do capacete, a contar a partir da data de fabricação, desde que observadas as condições corretas de estocagem. Mas atenção, esse prazo se refere ao produto ainda na embalagem, sem uso. A partir do momento em que o capacete de segurança é colocado em uso, condições como a constante exposição ao sol, frio, solventes, vapores orgânicos e graxas, podem interferir na sua durabilidade, que deve ser determinada pelo responsável pela área de Higiene, Segurança e Medicina do Trabalho da empresa.

Cabe ao empregador, não apenas fornecer os Equipamentos de Proteção Individual aos trabalhadores, mas também manter um plano de troca seja pela expiração do prazo de validade ou por danos ocasionados nos capacetes de segurança. Deve, ainda, promover ações de treinamento de uso do produto para que o equipamento seja aproveitado da melhor forma possível pelo usuário.

Gerência de Vigilância Sanitária de Pinhais

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, realiza análises da situação de saúde da população trabalhadora na região de Pinhais, através de levantamentos, monitoramentos de risco à saúde dos trabalhadores e de populações expostas, acompanhamento e registro de casos, inquéritos epidemiológicos e estudos da situação de saúde a partir do território; identificação das situações de maior gravidade, lacunas e prioridades para o planejamento das intervenções; observação direta do processo de trabalho, visando intervir para a redução dos riscos à saúde dos trabalhadores.

Atualmente realiza vistorias em empresas com foco na identificação de riscos e análise dos postos de trabalho; investigação de acidentes de trabalho ocorridos no município, atendendo a reclamações e denúncias; também realiza vistorias em obras, com foco em medidas de prevenção e cuidado à saúde dos trabalhadores.