Grande Curitiba

Motorista de app destrói fachada de boate após “não” de garota de programa no PR

Um vídeo mostra o momento em que o motorista de aplicativo, dirigindo um caminhão, acerta por diversas vezes a fachada da boate
19 de março de 2025 às 09:15
(Foto: colaboração / reprodução / Banda B)

A Polícia Civil do Paraná está investigando um caso de depredação ocorrido na segunda-feira (17) em uma boate no bairro Chapada, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O suspeito, um motorista de aplicativo, teria provocado a sotiação após um desentendimento com uma funcionária do estabelecimento.

Segundo os funcionários da casa noturna à Banda B, o motorista conheceu as funcionárias da boate ao realizar uma corrida na semana anterior. Durante uma das viagens, tentou marcar um encontro com uma delas fora do local de trabalho, mas recebeu uma negativa. Ele retornou à boate posteriormente, utilizou os serviços da casa e deixou o local sem qualquer problema aparente.

Motorista de app teria insistido proposta para garota de programa

Dias depois, ao ser novamente chamado para uma corrida, ele insistiu na proposta. A funcionária reafirmou que só atendia clientes dentro do estabelecimento. Testemunhas relataram que o motorista parecia embriagado.

“Chamaram o app e foram levadas para Campo Largo. No outro dia, pedimos a corrida e era o mesmo motorista. Ele aceitou a corrida, e veio conversando com uma das meninas, forçando uma situação, e falou para ela que queria sair com ela por fora da boate, mas ela disse que não sai com ninguém fora da boate”, relatou a proprietária do estabelecimento.

A situação se agravou quando, ao final do expediente, a funcionária se recusou novamente a sair com o motorista, que teria ficado alterado.

“A moça em questão sempre fica por último, e aí o cara, que estava extremamente bêbado, tomando vodka, começou novamente a falar que queria sair com ela e ela disse que não saía por fora, só atende cliente na boate. O homem começou a forçar a barra, dizendo que ele poderia levá-la e buscá-la todos os dias. Disse inclusive que iria ficar próximo aos endereços na hora dela ir para a boate e voltar também”, afirmou a proprietária.

Após ser rejeitado novamente, ele teria comentado que havia explodido o próprio carro em uma delegacia no ano anterior e insistiu em seguir a funcionária até em casa, o que gerou preocupação entre os demais funcionários. A mulher relatou o ocorrido à administração da boate e pediu para evitar chamar o mesmo motorista.

Na noite seguinte, a equipe de segurança do local foi informada sobre a situação. Quando o homem apareceu novamente, os seguranças permitiram a entrada para monitorar a atitude do homem.

“Ele perguntou por ela, ela subiu para falar comigo e falou que não iria descer. Ela ficou e o segurança chamou ele para conversarmos com ele. Eu desci, ele perguntou por ela, que horas ela iria embora. Nós chamamos ele num canto e conversamos com ele, ele se exaltou dizendo que não devia nada, que ele não tinha tentado coagir a menina, nem forçou nada, mas ela gravou a viagem, então tinha tudo para provar”, contou a dona da boate.

O motorista acabou discutindo com um cliente e, ao sair do estabelecimento, começou a fazer manobras bruscas com o veículo em frente à boate, até colidir com uma caminhonete estacionada.

“Acabou batendo contra o carro do cliente, que estourou o pneu e deixou no local para no outro dia trocar. O motorista disse que iria voltar porque queria resolver a situação com o cliente, que teria batido nele”, acrescentou a proprietária.

Motorista de app retornou ao local com caminhão

No dia seguinte, o suspeito retornou ao local dirigindo um caminhão e avançou contra a entrada da boate, atingindo a caminhonete e outros veículos estacionados na área.

“Ele voltou com o caminhão e, sem perguntar, sem pensar em nada, voltou com o caminhão por duas vezes na porta da casa, a caminhonete do cliente estava ali e ele moeu a caminhonete com o caminhão. Bateu em outros carros porque tem uma oficina ali também. Destruiu tudo”, relatou.

A administração da boate registrou boletim de ocorrência e forneceu os dados do motorista para a Polícia Civil, que foram obtidos através das corridas feitas pelo aplicativo.

A Polícia Civil do Paraná informou que o suspeito foi identificado e que o caso está sendo investigado como crime de dano. Segundo as apurações, a motivação dos atos teria sido um desacordo comercial.

Fonte: RIC Mais

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