Grande Curitiba

Defesa Civil e Bombeiros orientam sobre os riscos de afogamentos em cavas e rios

Algumas placas orientam sobre a proibição de nadar em cavas e áreas de proteção ambiental
29 de dezembro de 2022 às 16:11
(Foto: Carlos Poly/SMCS)

COM ASSESSORIAS – Devido ao calor, nessa época do ano aumenta o número de casos de afogamentos em cavas e rios. Algumas placas orientam sobre a proibição de nadar em cavas e áreas de proteção ambiental. A Defesa Civil de Araucária e o Corpo de Bombeiros reforçam o alerta sobre esse perigo. As estatísticas da 1ª seção de bombeiros de Araucária mostram que em 2019 foram 8 vítimas fatais de afogamento em Araucária. Em 2020 houve atendimento a duas vítimas em grau inicial de afogamento. Em 2021, 4 pessoas morreram afogadas em Araucária.

Um dos principais riscos esconde-se nas cavas, que são espaços irregulares nos quais não é possível saber a profundidade. A pessoa pode estar no raso, mas ao dar um passo, perde o contato com o solo. E mesmo pessoas que saibam nadar podem se afogar devido às características do local. “O interior delas é desconhecido. Pode ter pedaços de galhos, muita terra, tudo que acaba prendendo a pessoa de forma que ela não consegue voltar à superfície”, explica o Capitão QOBM Oliveira Orlandi Junior, do 2° Subgrupamento do 6° Grupamento de Bombeiros.

A dica dos Bombeiros e da Defesa Civil é que ao ver alguém se afogando, jamais tente nadar até o local para retirar a vítima nadando. O esforço que uma pessoa precisa fazer para salvar outra é grande, demanda grande habilidade e treinamento, e, pode ser fatal para ambas. “A única forma eficaz de ajudar quem se afoga é dispor de qualquer objeto flutuante no qual a vítima possa se agarrar, facilitando o resgate até a margem. Galhos grandes, cordas e até ripas de madeira podem ser úteis”, reforçam os especialistas.

Se a pessoa não estiver presa a nada no fundo da cava, ela poderá conseguir se segurar em objetos flutuantes até a chegada dos Bombeiros. Cabe salientar que é importante que, enquanto uma pessoa tenta ajudar a vítima com objetos, outra deve imediatamente chamar o socorro de prontidão dos Bombeiros através do 193.

Além disso, para aqueles que gostam de mergulhar de ponta em rios, existe também o perigo dos obstáculos no fundo da água, que podem causar lesões na coluna vertebral, cabeça e outras partes do corpo. Até mesmo em piscinas é preciso ficar atento à profundidade e principalmente supervisionar as crianças. Outra ressalva a ser lembrada é que represas ficam em área particular e invadir área particular também é crime.

#PraCegoVer: A imagem relacionada a esta notícia mostra dois meninos brincando no meio de um rio. Os dois estão em cima de uma pedra grande, porém um está prestes a fazer um salto na água.