Grande Curitiba

Vigilância Ambiental coloca mais armadilhas para mosquito da dengue e solicita que população receba os agentes

Equipes estão intensivamente monitorando a presença do Aedes aegypti. Receba os agentes devidamente identificados e mantenha medidas preventivas
26 de março de 2025 às 11:05
(Foto: Simoni Florêncio / Comunicação PMCL)

COM ASSESSORIAS – Campo Largo é considerado um município infestado pelo mosquito Aedes aegypti e, segundo levantamento da Saúde Municipal, a situação é de 116 casos de Dengue suspeitos notificados aqui, desde o primeiro dia de janeiro deste ano, sendo 43 casos negativos, 8 casos positivos e 65 casos em investigação. Apesar dos casos positivos serem em número menor do que no ano anterior, a circulação do mosquito está altíssima, e sua presença aumenta a cada semana.

A Vigilância em Saúde de Campo Largo, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está desde 2023 intensificando as ações de combate ao mosquito transmissor da Dengue. Além do monitoramento de dados, houve a contratação de mais pessoas, totalizando hoje 11 Agentes de Combate a Endemias (ACE’s), ampliando as atividades de rotina, a realização de vistorias e orientações em residências, comércios e empresas, da implantação e monitoramento por armadilhas, e também atendimento a denúncias que chegam em grande número todos os dias. Os ACE’s são resposnáveis por realizar a coleta de amostras (ovos, larvas e mosquitos) e também recebem os mosquitos que a população entrega. Tudo que chega é avaliado para identificação da espécie circulante.

“Não podemos criar o ambiente favorável para a disseminação e procriação do vetor, claro, porém o combate à Dengue não é somente eliminar o mosquito, apesar desta ser a principal forma de prevenção. O uso de repelente também é importante, inclusive em casos suspeitos, pois, se o mosquito picar uma pessoa contaminada com o vírus da Dengue, vai espalhar a doença, justamente o que não queremos”, indica Virginia Prado Schiavon, bióloga da divisão.

Visitas intensificadas – Quem faz coro é Amanda Thais Slompo, diretora da Vigilância em Saúde do município. “Os cuidados não podem cessar, ao contrário, devem ser redobrados. Receber os Agentes de Endemias é fundamental para o controle de doenças, pois eles orientam e identificam possíveis riscos. No entanto, a visita deles não substitui a responsabilidade de cada um em eliminar focos do mosquito em sua própria casa. O combate é um dever coletivo e depende do compromisso diário de toda a população”.

Eles estão sempre devidamente uniformizados e com identificação, e reúnem dados que auxiliam nas ações de enfrentamento ao mosquito. Emerson R. Santiago, ACE do município, comenta que a colaboração da comunidade com o trabalho dos agentes é o que garante o sucesso da ação. “As equipes fazem visitas ativas e dão orientações de porta em porta, para tentar melhorar a situação, mas não são todos que nos recebem. Com o aumento do número de mosquitos, estamos percebendo maior preocupação porque as pessoas estão sentindo a presença deles em suas casas, então já é o primeiro passo dado. Agora com as armadilhas podemos quantificar nossas zonas de risco para sermos efetivos nos cuidados e na eliminação dos criadouros”.

Confira nesta matéria uma lista de medidas simples que devem ser constantes. Água parada em qualquer quantidade pode se tornar um criadouro.

Armadilhas – Já está em andamento, desde o início de março, a instalação de “ovitrampas” que são armadilhas construídas em vasos de plantas com água, ao ar livre, simulando o ambiente ideal para a procriação. Ela é utilizada para a coleta de ovos de mosquitos das espécies Aedes aegypti e/ou Aedes albopictus (saiba mais sobre as espécies aqui) e consiste em um método sensível e econômico para detectar a presença do vetor, sendo de fácil manuseio no campo.

Emerson reforça que essas armadilhas têm sido utilizadas para o monitoramento da densidade das populações de vetores em municípios infestados, e deverão ser contínuas. Ou seja, quem recebe a armadilha passa a receber a visita dos agentes toda semana. “Contamos com a ajuda das pessoas também para receberem essas armadilhas porque, nos locais onde elas são colocadas, semanalmente há visitas e coleta de dados, a fim de identificar as áreas de riscos e aplicar atividades de combate nas regiões”, explica.

O monitoramento é relativamente simples, mas envolve desde planejamento de rota e organização das armadilhas para agilizar a execução dos agentes na rua, até a abordagem com a população e como conduzir o monitoramento, sabendo analisar as informações compiladas para, por fim, direcionar as ações e avaliar o impacto das estratégias de controle vetorial. Saiba mais sobre o funcionamento das armadilhas aqui.

Vitália Kmiecik de Souza, proprietária de uma loja de materiais de construção no bairro Cercadinho, na Ferraria, autorizou a colocação de uma armadilha em seu comércio e conta que “acha muito importante porque assim está contribuindo com esse trabalho e conscientizando as pessoas também. Isso vai nos ajudar a saber como está o nosso bairro, se nós temos focos do mosquito aqui”. Ela comenta ainda que está mais atenta com os produtos em exposição na sua loja, e no eventual acúmulo de água que pode vir da chuva, cuidando semanalmente.

Caso a população queira ajudar no monitoramento da presença do inseto, a divisão de Vigilância em Saúde Ambiental de Campo Largo faz a identificação das espécimes encaminhadas. Se a coleta for do mosquito adulto é importante que ele não esteja esmagado.

Para mais informações entre em contato com a Vigilância em Saúde no telefone (41) 3291-5246 ou pelo WhatsApp no número (41) 99515-0086.