Grande Curitiba

Curitiba recebe selo Pró-Equidade de Gênero e Raça pela terceira vez

14 de julho de 2021 às 19:08
(Foto: Divulgação)

COM ASSESSORIAS – Curitiba é uma das duas capitais e uma das 65 instituições selecionadas pelo governo federal para receber o selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, que está na 6ª edição. A entrega nesta quarta-feira (14/7), em Brasília, foi feita pela ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Regina Alves, na sede do Ministério.

O secretário de Administração e de Gestão de Pessoal, Alexandre Jarschel de Oliveira, recebeu o selo em nome do prefeito Rafael Greca. A secretaria é responsável pela coordenação do programa através do Departamento de Saúde Ocupacional. Fortaleza, capital cearense, também foi contemplada. Seis capitais concorreram ao selo.

O prefeito Rafael Greca reconhece que os temas são polêmicos, e defende a realização de políticas afirmativas, em favor destas pautas. “Curitiba pode ser uma cidade ainda melhor”, diz Greca.

Para o secretário, o selo representa o reconhecimento pelo trabalho de todos os envolvidos nas diversas secretarias e órgãos.

“A Prefeitura busca uma mudança de comportamento que precisa extrapolar a consciência que cada um deve ter sobre a equidade de gênero e raça. Precisamos incorporar essa mudança de visão no nosso trabalho diário, que é voltado ao bem-estar do cidadão curitibano”, afirmou o secretário.

Direitos reconhecidos

Para concorrer, a Prefeitura de Curitiba respondeu, em 2018, a um amplo questionário sobre ações desenvolvidas pelas secretarias e órgãos em torno do tema da equidade, que consiste em reconhecer igualmente os direitos de cada um dos servidores municipais.

O relatório final do plano de ação foi construído com a participação dos representantes das secretarias e órgãos que formam o Comitê Intersetorial Pró-Equidade de Gênero e Raça da Prefeitura de Curitiba.

O documento apresenta palestras, campanhas, iniciativas culturais, dentre outras iniciativas, que passam por temas como violência contra a mulher, assédio moral no ambiente de trabalho, a memória e a presença afro-brasileira na cidade, questões de etnia.

Nesta última edição, devido à pandemia, não houve a visita do comitê do governo federal, mas todos os documentos, fotos, vídeos e links encaminhados foram analisados. As diferentes iniciativas foram abrangidas em um dos dois eixos do plano de ação – gestão de pessoas e cultura organizacional.

Curitiba foi contemplada pela primeira vez o selo Pró-Equidade de Gênero e Raça na 4ª edição, em 2011, quando aderiu ao programa do governo federal, e na 5ª, em 2014. Cada edição corresponde ao período de 24 meses, período no qual o plano de ação municipal é monitorado.

Além do secretário, o diretor do Departamento de Saúde Ocupacional, Guilherme Graziani, acompanhou a entrega do selo em Brasília.

Igualdade de oportunidades

A assistente social Marisa Mendes de Souza, que participa das iniciativas voltadas ao tema desde 2011 e coordenou o Pró-Equidade na Prefeitura até recentemente, comemora o resultado.

“Este é um trabalho em conjunto que construímos aos poucos dentro da instituição, ao longo dos últimos dez anos. A Prefeitura é o maior empregador da capital, são cerca de 28 mil pessoas, e tem conseguido ampliar sua atuação, criar novas estratégias, sensibilizar os servidores da importância de termos equidade entre os que trabalham nela”, afirma.

Ela cita entre os exemplos, as iniciativas voltadas ao debate sobre o assédio moral no ambiente de trabalho e as questões ligadas à violência contra a mulher. No caso do assédio moral, o Departamento de Saúde Ocupacional faz o atendimento aos servidores que passam por esta situação. Em 2017, chamou a atenção uma palestra sobre a violência contra a mulher, realizada na Procuradoria-Geral do Município e que teve a participação de procuradoras e funcionárias da empresa terceirizada responsável pela limpeza e conservação.

Há, por outro lado, iniciativas valorizadas pelos gestores do programa no governo federal, e que a cidade já adotava, como a licença-maternidade de seis meses.

Cada vez mais, agentes financeiros e outras organizações internacionais têm apontado sua preocupação com a análise de gênero. A agência de cooperação alemã GIZ que, com a Prefeitura de Curitiba, está envolvida no projeto Curitiba Mais Energia, valoriza as iniciativas sobre o tema, incentiva e apoia as mudanças, quando são necessárias.