Grande Curitiba

Curitiba acolhe pacientes do litoral que não podem voltar para casa após interdição de rodovias

30 de novembro de 2022 às 12:06
(Foto: José Fernando Ogura/SMCS)

COM ASSESSORIAS – Curitiba está abrigando 45 pacientes do litoral do Paraná que estavam na capital para tratamento médico e não conseguiram retornar para suas casas por conta da interdição das rodovias de acesso devido às chuvas. Todos foram recebidos, no fim do dia de terça-feira (29/11) no Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira, no Bacacheri, e abrigados em estruturas da Prefeitura.

Famílias com crianças foram direcionadas para a Casa da Acolhida, para a Famílias Migrantes e para a República Boqueirão. Os demais para hotéis sociais da Prefeitura. Duas pessoas que testaram positivo para Covid-19 foram encaminhadas para o Instituto de Medicina.Todos receberam abrigo, alimentação, roupas, materiais de higiene e medicação.

“Mobilizamos toda a rede social municipal e rapidamente montamos uma estrutura para receber esses pacientes. Providenciamos cama quentinha, roupas, alimentos e medicação. Não deixaremos ninguém sem atendimento neste momento difícil”, afirmou o prefeito Rafael Greca.

Entre os pacientes, há pessoas em tratamento oncológico e também um transplantado. Também foram acolhidos seus acompanhantes. Ao todo, são 17 homens e 28 mulheres, entre eles crianças e idosos. Muitos vieram a Curitiba para consultas eletivas que estavam agendadas e foram surpreendidos com a notícia de que não poderiam voltar para casa.

“Fiquei bastante nervosa quando soube que não poderia voltar, é uma situação que a gente não espera. Não trouxe nada, apenas a roupa do corpo. Foi uma surpresa receber esse apoio, estamos sendo bem recebidos”, conta a aposentada Benta das Graças Farias de Campos, de 68 anos, moradora de Paranaguá que veio a Curitiba para uma consulta pré-cirúrgica.

Esse também foi o caso de José Carlos de Souza de 43 anos, que veio para uma consulta para uma cirurgia que fará no ombro. Apesar do imprevisto, ele agradece a Curitiba por estar em segurança e conta que não acreditou quando contaram que ele receberia abrigo.

“Achei que fosse brincadeira, não esperava que rapidamente a prefeitura fosse nos receber. É um alívio, minha esposa que esta em casa ficou preocupada. Agora já comi e fiz até teste para Covid que nunca havia feito. A estrutura é muito boa. Agora vamos descansar e esperar”, diz Souza.

Atendimento

Todos os pacientes do litoral que necessitavam de abrigo foram encaminhados inicialmente para a estrutura de emergência montada no Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira. No local, elas foram atendidas por equipes técnicas da Secretaria Municipal da Saúde que avaliaram as condições de saúde dos pacientes e também por equipes da Fundação de Ação Social (FAS).

“Montamos um espaço com equipes multidisciplinares para acolher e avaliar a situação de cada paciente. Alguns foram encaminhados para a casa de familiares na capital e na região metropolitana. Os demais acolhemos nas estruturas da Prefeitura. É uma atuação conjunta para tentar amenizar o sofrimento dessas pessoas que não podem voltar para casa neste momento”, explicou o secretário de Defesa Social e Trânsito, Péricles de Matos.

Todos estavam em condições estáveis de saúde e foram encaminhados para diferentes espaços, de acordo com o perfil.

Participam do atendimento equipes da Administração Regional Boa Vista, Defesa Civil, Departamento de Política sobre Drogas com vagas para os hotéis sociais, Saúde, FAS, Departamento de Inteligência com a busca ativa em hospitais da capital, guarda municipal, Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), entre outros órgãos da estrutura municipal.

O posto de atendimento emergencial Avelino Vieira permanecerá montado até que seja possível o deslocamento pelas rodovias.