Grande Curitiba

Centro-Dia Amigo Curitibano oferta atividades on-line e mantém vínculo com usuários

13 de abril de 2021 às 19:02
(Foto: Divulgação)

COM ASSESSORIAS – Há um ano, o Centro-Dia Amigo Curitibano Boqueirão iniciou a adaptação de suas atividades para o formato à distância, por causa da covid-19. Com dedicação, criatividade e ajuda de ferramentas digitais acessíveis, o serviço da Prefeitura que atende jovens e adultos com deficiência manteve o vínculo com seus 44 usuários, que agora fazem as tarefas em casa, com ajuda de familiares e cuidadores.

Nos primeiros dias de atividades remotas, um grupo no WhatsApp foi criado para manter educadores e usuários em contato. Enquanto isso, os profissionais elaboravam o planejamento estratégico adaptado para os novos tempos, de isolamento social, lembra a coordenadora do Centro-Dia Amigo Curitibano Boqueirão, Silvana Schweigert.

Apesar de querer voltar para o Centro-Dia logo, Fellipe Froese Campolim, 27 anos, aprovou o formato, porque não deixou de ter uma rotina a cumprir.

“Gostei muito dessa ideia de ter atividade em casa e conversar com meus amigos pelo telefone para matar a saudade. Tomara que chegue logo essa vacina, para eu levar o desenho que eu fiz para a Silvana colocar na parede”, diz Fellipe, que tem Síndrome de Prader Willi.

Tarefas cotidianas

Novas tarefas são propostas semanalmente e encaminhadas aos usuários por e-mail. O material pode também ser retirado diretamente no Centro Dia, impresso, ou a equipe leva até a casa do usuário.

“Tivemos de buscar ferramentas digitais acessíveis a todos e seguir propondo atividades com temas relevantes para o grupo. Contamos ainda mais com a cooperação dos familiares, com um retorno muito positivo”, conta Silvana.

Os primeiros temas foram justamente para esclarecer os usuários sobre o que alterou o modo de vida de todos e abordaram pandemias, a covid-19 e o isolamento social.

Também foram trabalhados assuntos como alimentação saudável, estímulo à atividade física, relacionamentos familiares. Datas comemorativas foram celebradas e também marcaram a passagem do tempo. Tudo com apoio de vídeos feitos pelos educadores, oficinas, chats, trocas de fotos e material de apoio a ser impresso.

O convite para ir à cozinha e fazer um bolo foi uma das propostas que causou mais alvoroço e repercussão no grupo. Fellipe ousou: fez uma quiche de palmito e vai fazer outra quando reencontrar os amigos.

“Fico feliz só de ver o brilho no olhar do meu filho. A dedicação dessa equipe para criar essas atividades e fazer esse grupo se sentir necessário não tem preço”, diz mãe dele, a apoiadora pedagógica Marinez Froese, 57 anos.

Autonomia

A dona de casa Justine Heerdt Sehnem, 41 anos, agradece o carinho do Centro-Dia na elaboração das atividades à distância que promovem a autonomia de cada um e a preocupação com os sentimentos dos usuários, com os esforços para manter todos em contato. Ela é responsável pelos cuidados da irmã, Isabele Heerdt Sehnem, 41, que tem Síndrome de Down e é fã das atividades de pintura e dança.

“É significativo ver como se sentem importantes, prestigiados quando realizam as tarefas cotidianas. Encontramos no Centro-Dias pessoas que fazem acontecer, com carinho e dedicação”, diz Justine.